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terça-feira, maio 28, 2013

Governo do Estado lança programa Pará estrategico

 
ASCOM
A professora doutora Maria Amélia Enriquez, adjunta da Seicom, é quem coordena os trabalhos de diagnóstico e, agora, a fase de elaboração do plano
Cristino Martins/Ag. Pará
Coordenado pela Sedip, que tem Sidney Rosa como titular, o projeto Pará Estratégico 2030 mobiliza o trabalho de técnicos de 11 secretarias executivas.
 
Um grupo de técnicos e gestores reuniu no último dia 24 para afinar os detalhes de um dos projetos considerados estratégicos para o Governo Estadual.

Iniciada já nos primeiros meses da gestão atual, a ação tem como objeto o levantamento minucioso da situação econômica, fiscal e social do estado que servirá como subsídio para elaboração de uma política de desenvolvimento que transcenda o próprio governo e se torne uma política de Estado, dando condições ao desenvolvimento do Pará até o ano de 2030.


Trata-se do Pará Estratégico 2030, projeto que deve ser apresentando, em forma de diagnóstico, no dia 20 de junho em uma audiência pública especial na Assembleia Legislativa do Estado.

Esse documento traz todos os indicadores que tornam possível uma visão ampla e detalhada dos riscos e dos potenciais econômicos do Estado, servindo tanto à formulação de políticas públicas quanto aos investidores que tem interesse em se instalar em nosso território.

Coordenado pela Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip), que tem Sidney Rosa como titular, o projeto inclui técnicos das 11 secretarias executivas e órgãos de governo vinculados à pasta. Quem coordena os trabalhos de diagnóstico e, agora, a fase de elaboração do plano, é a professora doutora Maria Amélia Enriquez, adjunta da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom).


“No dia 20 nós vamos apresentar um diagnóstico e as projeções do governo para o futuro do Estado. Já em outubro, será apresentado o Plano, ou seja, um documento com propostas, metas e diretrizes para o desenvolvimento sustentável do Pará até o ano de 2030”, explica a professora, doutorada pela Universidade de Brasília em Desenvolvimento Sustentável e ex-técnica do Ministério de Minas e Energia do Governo Federal.


Segundo Maria Amélia Enriquez, a economia do Pará está dividida em três eixos: a) o eixo dos projetos de desenvolvimento de energia, mineração, agronegócio e infraestrutura, onde o estado deve concentrar esforços para extrair e obrigar cada vez mais os grandes projetos a darem garantias ambientais e sociais, minorizando os impactos e ampliando os benefícios desses empreendimentos à população, b) as economias tradicionais do extrativismo, agricultura familiar, pesca artesanal, economia de subsistência e outras, que serão alvo de um trabalho direcionado do governo que as amplie e desenvolva em benefício da qualidade de vida das populações rurais e crescimento sustentável e, finalmente, c) o eixo da inovação, da economia criativa, do turismo, biotecnologia e todo o potencial de desenvolvimento de setores menos tradicionais e mais modernos da economia, projeto que deve estar vinculado à uma política educacional e social.


É nesse sentido, e a partir desses três eixos, que o governo tem buscado as contribuições de cada setor de gestão e produção para elaborar o plano. Na reunião de sexta-feira, além dos técnicos de governo esteve presente, como observador, o professor Fabio Carlos da Silva, diretor geral do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e secretário executivo da Incubadora de Políticas Públicas da Amazônia. “Na verdade, há uma mobilização para que este planejamento do desenvolvimento do Pará seja uma política de Estado e não uma política deste governo. E, pelo que tenho visto, nós temos tudo para isto acontecer”, disse o professor.


O plano Pará Estratégico deverá ser publicado em outubro após uma série de oficinas com secretarias de governo e outros órgãos para a elaboração de propostas e incorporação de novas contribuições ao projeto. 

Da Redação
Agência Pará de
Notícias

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